TI podem ser elo mais fraco na segurança da aviação

tiO voo MH370, da Malaysia Airlines, tem gerado muita especulação nos últimos dias, incluindo a hipótese do aparelho ter se desintegrado ou sido vítima de um ato terrorista. Mas, no fim das contas, são as tecnologias de informação que parecem estar falhando, sobretudo quanto à localização da aeronave, ou pelo menos no acompanhamento do que aconteceu.

“O mistério do voo MH370 é resultado de um capricho bizarro da nossa sociedade em rede”, considerou Stephen Trimble, em declarações ao jornal inglês The Guardian. O autor e jornalista dedica-se à análise de questões de aviação, em Washington (EUA), onde gere o departamento de notícias e serviços de dados da Flightglobal.

“Até mesmo os carros têm agora capacidades de comunicação em banda larga. Mas o moderno avião a jato ‒ talvez o nosso modo tecnologicamente mais evoluído de transporte ‒ ainda persiste na era do rádio”, ironiza.

O Boeing 777, da Malaysia Airlines, desapareceu dos radares apenas 40 minutos após iniciar a viagem de Kuala Lumpur para Pequim, nas primeiras horas da manhã do ultimo sábado. Foi detectado uma última vez sobre os mares entre a Malásia e o Vietnã.

“Podem-se enviar e receber mensagens de texto a partir de mais aeronaves ou navegar na Internet e até mesmo transmitir a série televisiva ‘House of Cards’. E o sistema que dá suporte ao avião está limitado a velocidades de conexão anteriores aos serviços de Internet, por ‘dial-up’”, explica o autor.

“Simplesmente”, esclarece, “não há ligação de dados a bordo de uma aeronave com a largura de banda suficiente para transmitir continuamente os volumes de dados recolhidos e armazenados durante cada segundo de um voo, pelo gravador de dados de voo e o gravador de voz da cabine”. Para Trimble, isso explica o silêncio perigoso associado ao rescaldo imediato e por vezes prolongado do que parece ser o pior acidente aéreo em mais de uma década.

“Na ausência de dados, a tentação biológica de procurar padrões na mais frágil evidência disponível é esmagadora”, afirma.

É preciso uma nova tecnologia para dar segurança aos voos
O mistério do desastre ocorrido na Ásia permanecerá sem solução até os destroços da aeronave serem encontrados, e da caixa preta ser analisada. Ninguém sabe quanto tempo isso pode demorar.

Mas, de acordo com Trimble, ”existem tecnologias, já disponíveis ou em desenvolvimento, capazes de resolver esta lacuna gritante na rede de segurança da aviação”. A caixa preta de um avião armazena megabytes de dados de voo a cada segundo, e não é aconselhável a transmissão de toda essa informação via satélite ou rádio. No entanto, é possível instalar um processador conectado à caixa preta, capaz de selecionar subconjuntos dos dados mais relevantes para serem retransmitidos para as bases, sugere Trimble.

Você, profissional de TI e de telecomunicações, concorda?

Fonte: CIO

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