Brasil teve uma tentativa de fraude a cada 15,8 segundos em fevereiro

fraudFevereiro registrou 152.907 tentativas de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para firmar negócios sob falsidade ideológica ou mesmo obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor, divulgado nesta terça-feira, 25/03.

Isso representa uma tentativa de fraude a cada 15,8 segundos no país. Em relação a fevereiro de 2013, houve alta de 3,2%. O indicador também registrou alta de 5,9% na comparação bimestral (janeiro a fevereiro de 2014 contra o mesmo período de 2013). Telefonia respondeu por 57.055 registros, totalizando 37,3% do total de tentativas de fraude realizadas em fevereiro de 2014, queda em relação aos 41,3% registrados pelo setor no mesmo mês de 2013.

Já o setor de serviços – que inclui construtoras, imobiliárias, seguradoras e serviços em geral (salões de beleza, pacotes turísticos etc.) – teve 48.464 registros, equivalente a 31,7% do total. No mesmo período no ano passado, este era o setor respondeu por 30,8% das ocorrências. O setor bancário é o terceiro do ranking de registros em fevereiro de 2014, com 31.524 tentativas, 20,6% do total. No mesmo período de 2013, o setor respondeu por 18,3% dos casos.

O segmento varejo teve 12.596 mil tentativas de fraude, registrando 8,2% das investidas contra o consumidor em fevereiro de 2014, queda em relação aos 8,1% observados em fevereiro de 2013. O ranking de tentativas de fraude de fevereiro de 2014 é composto ainda por demais segmentos (2,1%).

Principais tentativas de golpe

É comum que as pessoas forneçam seus dados pessoais em cadastros na Internet sem verificar a idoneidade e a segurança dos sites. Além disso, os golpistas ainda costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência, por meio de correspondência, e, assim, abrir contas em bancos para pegar talões de cheque, pedir cartões de crédito e fazer empréstimos bancários em nome de outras pessoas.

Entre as principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador da Serasa Experian estão:

– Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão;

– Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima;

– Compra de celulares com documentos falsos ou roubados.

Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Neste caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio.

Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima.

Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado

Fonte: Convergência Digital

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