Quando os dados são arma para combater o cibercrime

Usar o IBM Watson para combater o cibercrime é a missão delegada à IBM Security, em parceria com oito universidades, distribuídas entre os EUA e o Canadá. O objetivo, afirma o diretor de estratégia da IBM Security, Kevin Skapinetz , é levar ao IBM Watson o maior número possível de dados não estruturados recolhidos de blogs, relatórios de pesquisas e documentos.

Para se ter uma ideia, existem, hoje, mais de 60 mil blogs direcionados para Segurança da Informação no mundo. “Estamos treinando o Watson não apenas para entender tais documentos, mas também para adicionar contexto e fazer conexões entre eles”, diz o executivo da IBM.

Desde o ano passado, os especialistas da IBM Security têm trabalhado para ensinar ao IBM Watson a “linguagem de cibersegurança”. O sistema foi alimentado amplamente com milhares de documentos para ajudá-lo a entender o que é ameaça, o que ela faz e quais indicadores estão relacionados, por exemplo.

O “treino” do Watson – que levará 12 meses – ficará sob o comando dos estudantes dessas universidades. Inicialmente esse processo será de “alimentação” e anotação do sistema com relatórios de segurança e dados. Os estudantes vão ter contato direto com ‘feras’  da segurança cognitiva.

Para ter uma ideia, a IBM planeja processar mais de 15 mil documentos por mês na próxima fase do treino com as universidades parceiras, clientes e especialistas IBM. Esses documentos vão incluir relatórios de inteligência de ameaças, estratégias de cibercrime, entre outros.

A IBM X-Force Exchange, biblioteca da IBM contra o cibercrime, será a parte central dos materiais que alimentarão o Watson para cibersegurança. Esse corpo de conhecimento inclui 20 anos de pesquisas de segurança, detalhes de oito milhões de spams e ataques de phishing e mais de 100 mil vulnerabilidades documentadas.

Tem mais por aí…

A Universidade de Maryland, Baltimore County anunciou uma parceria com a área de IBM Research para criar um Laboratório de aceleração de cibersegurança cognitiva [Accelerated Cognitive Cybersecurity Laboratory (ACCL)] na Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Informação.

Instituição e estudantes vão trabalhar juntos para aplicar a computação cognitiva nos desafios complexos de cibersegurança, colaborando com os cientistas da IBM e alavancando os avançados sistemas de computação da empresa para acrescentar velocidade e volume para as novas soluções da área.

A expectativa é que as capacidades de processamento de linguagem natural do IBM Watson vão ajudar a extrair sentido desses dados não estruturados. Suas técnicas de mineração de dados ajudarão a detectar discrepâncias, e ferramentas de apresentação gráfica irão auxiliar a encontrar conexões entre pontos de dados em diferentes documentos.

Ao final, o resultado se tornará um serviço de nuvem chamado “Watson for Cyber Security”, projetado para oferecer insights sobre ameaças emergentes assim como recomendações de como impedi-las. A intenção da IBM é disponibilizar uma versão beta desse trabalho até o fim do ano. Vamos torcer para que essas iniciativas cheguem no Brasil. Seria muito legal, já que temos tantas grandes e ótimas Universidades.

Quer aprimorar seu conhecimento sobre seguranças e sobre o Watson. Assistam esse vídeo.

Fonte: Convergencia Digital

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