Ex-contratado da NSA roubou 50TB de dados, incluindo documentos secretos

Segundo investigadores federais dos EUA, Harold Martin tinha posse de informações que não precisava ter que datavam de 1996 até 2016.

O ex-contratado da NSA (Agência Nacional de Segurança dos EUA) acusado de roubar ferramentas de hack do país, Harold Martin, teria sido encontrado com o equivalente a duas décadas de materiais confidenciais.

Em um documento enviado à Justiça nesta ultima semana, os investigadores federais forneceram novos detalhes sobre o caso contra Martin, de 51 de anos, que foi preso no final de agosto.

Os investigadores apreenderam 50TB de informações Martin, além de milhares de páginas de documentos. Entre esses conteúdos estavam planos operacionais secretos contra um conhecido inimigo dos EUA que Martin não tinha nenhuma necessidade em saber.

Nesta ultima semana, o New York Times também informou que Martin foi encontrado em posse de ferramentas de hack da NSA que tinham sido colocadas para venda na web recentemente. Um grupo anônimo de hackers que se denominam Shadow Brokers vem tentando vender as ferramentas desde agosto, mas não está claro como eles as conseguiram.

De acordo com o documento na Justiça dos EUA, os investigadores também encontraram um documento com notas feitas a mão descrevendo informações confidenciais da NSA, como a sua infraestrutura computacional e operações técnicas. Essas notas parecem ter sido feitas para um “público fora da Comunidade da Inteligência”, aponta o documento.

Martin antes trabalhava para a Booz Allen Hamilton, uma empresa que mantém a infraestrutura da NSA, onde tinha uma liberação de alta segurança. Inicialmente, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou que o acusado possuía seis documentos confidenciais produzidos em 2014. Já o documento desta quinta-feira, 20/10, aponta que Martin possui um número muito maior de documentos, datando de 1996 até 2016, muitos dos quais estavam marcados como “secretos” ou “top secret”.

As autoridades dos EUA ainda estão analisando as informações apreendidas, mas eles afirmam que Martin manteve posse ilegal de documentos que não tinha necessidade de possuir.

Além disso, Martin fez pouco para armazenar de forma segura os dados que ele supostamente roubou. “Muitos dos documentos marcados como confidenciais estavam abertamente no seu escritório residencial ou armazenados no porta-mala do seu carro”, afirma o documento.

Os investigadores não mencionam ter descoberto nenhuma evidência direta de Martin ter vazado os materiais roubados para hackers ou um governo estrangeiro.

Os advogados de Martin rejeitaram as acusações de que ele traiu os EUA.

Pessoas que conhecem o acusado afirmam que ele é muito patriótico e não acreditam que ele vazaria informações secretas para outro país, segundo o New York Times. Martin já serviu a Marinha dos EUA.

No entanto, os promotores federais querem que Martin permaneça preso com medo de que ele possa vazar as informações confidenciais.

Fonte: IDG Now!

 

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