Seis atributos dos bancos conectados e o futuro da vertical de financeiras

Autor: Ricardo Munhoz (Diretor de mercados da Atos América do Sul)

Movimento deve sempre começar pela estratégia prioritária, seja ela receita, redução de custos ou inovação imprescindível ao mercado.

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Muitos bancos já utilizam ou experimentam tecnologias inteligentes, oferecendo serviços cada vez mais exclusivos, rápidos e eficientes. Montar uma estratégia digital faz com que o banco torne-se cada vez mais competitivo no mercado diante dos seus concorrentes, além de fidelizar as novas gerações e acompanhar o processo de transição dos que não estão acostumados com o universo digital.

A criação de um banco conectado, que segue ganhando força nos mercados pela proposta de integrar todas as áreas, deve sempre começar pela estratégia prioritária, seja ela a receita, uma redução de custos ou uma inovação imprescindível ao mercado. Abaixo, listei seis pontos de partida que podem ajudar a iniciar rapidamente a jornada das instituições financeiras para o modelo operacional de banco conectado:

1. Relações melhores e mais proveitosas. Integrar os clientes de modo a aprimorar a lucratividade e encorajar a lealdade com ofertas abrangentes, definição de preços em tempo real e produtos dinâmicos.

2. Melhor experiência do cliente. Engajar os clientes por meio de interações personalizadas da próxima geração e permitir que gerenciem seus assuntos financeiros como quiserem.

3. Aumento da eficiência dos processos. Criar com rapidez a melhor relação custo/benefício, permitindo inovação em escala industrial, novas plataformas e operações baseadas em indicadores de desempenho.

4. Adoção de novas tecnologias. Reduzir o custo de TI com tecnologia sob demanda, agilizando a comercialização de novos produtos e utilizando melhor a lógica analítica de Big Data.

5. Entrada de novos parceiros. Incorporar serviços bancários em bens de consumo e integrar ofertas com varejistas, empresas automotivas ou fornecedores.

6. Foco na segurança cibernética. Investir em sistemas de segurança que permitam aumentar a confiabilidade e liberdade dos clientes, evitando situações de fraudes e que coloquem em risco os dados dos consumidores.

Estes são apenas exemplos de pontos de partida potenciais para a jornada de transformação de um banco. O que está claro é que ficar parado não é mais uma opção. Não há encruzilhadas nem direções alternativas a considerar.

Escolhendo o ponto de partida com base nas prioridades, é possível edificar uma instituição bancária de sucesso sobre um ecossistema de parceiros e clientes altamente rentável. O objetivo deve ser o mesmo dos grandes bancos: ter um modelo de negócios voltados para o cliente, colocando o banco na liderança em termos de envolvimento, rentabilidade, competitividade e eficiência.

É essencial saber por onde começar e o Banco Conectado oferece o vínculo decisivo, proporcionando a transformação operacional necessária para isso. Essa mudança tem tudo a ver com o lugar que a organização quer ocupar no mercado. Está relacionada, ainda, à manutenção da posição de relevância por meio da escolha de tecnologias que alinhem o banco a seus clientes e parceiros e à regulamentação. Também impacta no modo de se diferenciar no aspecto digital – escolhendo o papel que deve representar e como a marca será conhecida em uma era voltada para o cliente.

Fonte: COMPUTERWORLD

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